"Só Deus pode preencher o vazio, porque Deus é do tamanho do vazio do teu coração."
Existe uma diferença entre estar no fundo do poço e cavar própria cova. Por mais que eu tente caminhar por outras estradas, no fim elas sempre me levarão ao mesmo lugar: uma encruzilhada entre a minha perdição e a minha salvação. Meus pés estão calejados demais pra seguir qualquer uma das duas, então tudo que eu faço é estacionar diante a dúvida enquanto o tempo passa e os segundos vão consumindo a minha força para prosseguir. Nem saídas, nem aparos, nem caminhos de volta. As pessoas vão seguindo e, sem notar, se desprendem dos laços que nos faziam caminhar lado a lado. Nem laços, nem braços, nem mãos. A esperança desfalece, o corpo esmorece, a cabeça se engana e o coração bate só por bater. Nem Deus.
Não é deserto, não é escolha, não é fraqueza, nem indecisão. Se eu soubesse explicar já teria resolvido. Dói muito se olhar e não se ver. A árvore cresceu, deu frutos e foi secando até morrer, antes disso lançou sementes, e [especialmente] hoje, se faz fruto das sementes tão bem cuidadas. Eu nunca tive a pretensão de olhar as coisas do alto, a visão daqui de baixo me fazem enxergá-las de uma forma um tanto assustadora mas me preparam pra crescer e vê-las por igual. Não esperava que fosse dessa forma e sequer sei se acreditava realmente no que eu sempre pedi, mas Deus veio me mostrar que não tenho que escolher caminhos, O caminho já me escolheu e, mesmo que eu não creia, fará morada em mim. De forma gritante Ele veio me chamar de volta e me dizer que acredita. Nem laços, nem braços, só mãos! É o suficiente pra me fazer prosseguir por qualquer caminho de rumo certo, e sem os sapatos. Só Deus!
Acredita, Deus, eu vou ser (teu)diamante!